A Língua Portuguesa é um sistema vivo, diverso e em permanente transformação, falado por milhões de pessoas em diferentes geografias e contextos culturais.
Este projeto nasceu de uma proposta da Câmara Municipal de Bragança para conceber um novo espaço cultural de referência dedicado à valorização e difusão da Língua Portuguesa: o Museu da Língua Portuguesa.
A narrativa do Museu foi concebida como um percurso de pensamento que parte de questões essenciais – onde está a língua, quem a fala, a quem pertence – para desmontar ideias fixas e revelar a língua como um fenómeno dinâmico, coletivo e em permanente construção. Em vez de apresentar respostas fechadas, a narrativa propõe uma sequência de temas que se interligam e se cruzam, refletindo a própria natureza da língua.
Ao longo do percurso, a língua é apresentada como diversidade: de sotaques, variantes, contextos e usos, sem hierarquias entre formas de falar. A dimensão global do português é abordada a partir do convívio com outras línguas e culturas, mostrando como o contacto, a migração e a história moldaram, e continuam a moldar, o idioma. A narrativa integra também o tempo longo da língua, explorando a sua evolução, as transformações sistemáticas e a forma como muda não por erro ou acaso, mas por uso.
Um eixo central da narrativa é a reflexão sobre norma, poder e pertença. A língua é apresentada não como um património imutável a proteger, mas como um bem comum que se transforma na oralidade, na escrita e na criação estética.
A narrativa projeta-se ainda no futuro, colocando a pergunta e depois? O futuro da língua portuguesa é apresentado como aberto, definido pelos seus falantes, pelas decisões políticas, pelos contextos sociais e pelas novas formas de comunicação.
Parceria: E&Y





