Os morcegos são frequentemente incompreendidos, associados a imagens como os vampiros e à ideia de sugadores de sangue, perceções que pouco têm a ver com a realidade.
A partir dessa perceção, o projeto constrói uma narrativa de aproximação entre adolescentes e morcegos, usando situações do quotidiano para gerar identificação: o apetite voraz, a vida noturna, o tempo passado suspenso ou fora do padrão, a sensação de incompreensão e de não pertença. Este foi o ponto de partida do projeto desenvolvido para o Centro Ciência Viva de Alviela, que resultou numa exposição itinerante dedicada aos morcegos e ao seu papel nos ecossistemas.
A exposição introduz conhecimento científico de forma clara e acessível, deslocando o olhar da desconfiança para a curiosidade e a empatia. A biologia, o comportamento, a vida social e as principais ameaças aos morcegos são apresentados de forma direta, desmontando ideias feitas e tornando visível aquilo que normalmente não se vê.
Concebida para contexto escolar, a exposição articula módulos interativos e módulos informativos, desenhados de forma a permitir a montagem em espaços não preparados para exposições.
A exposição já percorreu dezenas de escolas, câmaras municipais, bibliotecas, Centros de Interpretação Ambiental e Centros de Ciência, continuando a sua itinerância.





